O divorcio, ou a separação do Casal!

 Todo homem inveja outro homem divorciado, digo isto porque dá uma falsa sensação á sociedade atual que é o único caminho à liberdade física e interior ..


Na sociedade a regra é a monogamia não ser aceite, ser livre de ter parceiras que se quiser, quando quiser, emite uma imagem degradante no aspecto pessoal, pudor, traços de personalidade, e sendo que na sociedade Portuguesa na sua maioria católica, o casamento é um sacramento para a vida, e une o amor de duas pessoas até que a morte os separe.

Ora o divorcio vem proporcionar um estado livre consensual para “alguns” aproveitarem o que não tiveram num passado, ou na adolescência, já que não terão tido várias outras experiências antes de tomar a decisão final.

Essas ditas experiências são a que nós chamamos de amadurecimento emocional, auto-conhecimento, experiências amorosas no seu sentido amplo.

Às vezes questiono será tanto assim como se diz os homens pensam todos da mesma maneira?

Uma coisa tenho a certeza, hoje ao observar a adolescência vejo que os rapazes não são tão desenvolvidos como as raparigas, no âmbito do autoconhecimento, no aspecto emocional e algumas estão anos á frente neste campo relacional, factos científicos comprovados, no entanto tudo depende dos valores que os pais lhes passam nas suas relações, tudo o que ouvem, tudo o que se passa hoje talvez se repita no amanhã.

Hoje a sociedade tem muito pouco tempo para dar aos filhos, ora estes são criados em rotinas verdadeiramente tóxicas para o desenvolvimento social, construção de personalidade, estados emocionais frágeis que os tempos actuais não permitem que haja tempo de qualidade para entregar aos filhos

Logo por sua vez não terão um futuro brilhante, não se estuda a melhor forma de ensinar um filho, não há partilhas positivas, e digo isto, todo o passado e presente será o futuro próximo.

Em poucos meses tenho convivido com muitos homens que partilham do mesmo estado do registo civil, o divorciado.

Parece uma praga que está alastrar, parece que agora é a Trend do momento, mesmo em famílias que nunca ninguém se divorciou, lá está a dita sociedade que o casamento é para a vida, há agora realidades diferentes a aparecer, campos novos a serem criados e reconheço que não é vergonha nenhuma.

Hoje é aceite o facto de um homem ou uma mulher ser divorciado(a) e ter um filho(a) ou vários que cuida, alimenta e faz uma vida sendo Pai e Mãe durante uma semana para casais em guarda partilhada. Mas neste campo até o o Homem consegue ser muito egoísta, pois não tendo dados concretos para o afirmar, vejo que há mais Pais a verem os seus filhos de 15 em 15 dias durante um fim de semana que assumirem a guarda partilhada com todas consequências e responsabilidades que isso lhe possa acarretar.

No antigamente o estado divorciado ficava como carimbado no antigo bilhete de identidade amarelo e plastificado, hoje é praticamente impossível as pessoas serem descobertas com documentos, e nem se salvam os anéis. 

Fala se pouco, ou aliás falasse muito daquilo que não sabemos, tentamos aligeirar o facto de as relações de hoje não serem totalmente duradouras, e isso leva também a mente humana à procura de bodes expiatórios com soluções macabras ou mesmo imediatas para resolver o enigma, do porquê da relação ter terminado.

Tentamos dar sempre um final mais apimentado porque ninguém se chateia a sério só porque sim, fartou-se e end off story, não convivemos bem com finais infelizes.

Depois vem a pergunta geralmente ao homem, como se ele fosse sempre o culpado, o que tu fizeste? Quem é que pediu o divórcio? Mas desentenderam se? Ainda se falam? E os filhos?

Quando digo que tenho falado mais sobre este assunto verifico que hoje é uma tendência superior ao normal haver mais divórcios segundo os dados do INE que há anos, atrás.

Hoje quando falo com pessoas, ninguém tem paciência, tolerância, ninguém quer sofrer por um amor que vai e vem, ninguém quer no fundo crescer juntos, há sempre alguém no casal que toma nota de um autoconhecimento mais rápido, e isso é o principio do presságio do fim.

Agora como se justifica relações com bodas de ouro? Às vezes não é assim tão simples.

Hoje os casais que falam para outros casais dando o seu testemunho à sua experiência defendem o tempo para os dois conviverem enquanto casal, deixando por momentos, os filhos, as rotinas diárias, para continuar a dar calor à chama do amor que uniu o casal.

Eis que aqui reside a questão central, o casal não pensa como um todo, cada um pensa no individualmente, e sempre será assim, primeiro eu, depois eu e assim sucessivamente.

As relações só devem evoluir para acrescentar valor no outro, no intimo do outro e também enquanto casal, se fosse fácil não era para nós.

As relações só existem com base em 3 pilares para mim;

são eles o amor o pilar base, a comunicação, porque é o que permite haver relacionamento diário e por fim o respeito mútuo entre casal, sendo que até nas diferenças deve haver respeito e compreensão.

Hoje a realidade actual extrapola-nos para a violência doméstica, crimes passionais, sempre relacionados, com a falta de um ou mais destes três pilares.

Se deixa de haver amor, se deixa de haver comunicação assertiva e por fim o respeito, nada mais sobra se não, ir cada um para seu canto.

Outra

 

“Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta”

 

Mahatma Gandhi

 

Patricio gaspar  20 Janeiro 24

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