Almanaque Borda D'Água
Recordo o mês de Janeiro com o meu avô a afixar o calendário em sua casa.
A imagem do ano era sempre a mesma e nós rodávamos o destacável do mês.
Outra recordação que me vem à cabeça era vê-lo sentado a ler o Almanaque.
Na altura, não imaginava os ensinamentos que ali se depositavam, mas devia ser importante, para perder tantas horas de óculos postos numa leitura interminável.
Estar com o meu avô era como ler uma fábula todos os dias, sempre a aprender coisas, sempre com um novo provérbio.

Hoje com os telemóveis, deixou-se simplesmente de afixar calendários, de ler Almanaques ou de olhar para eles afixados na parede.
Fica até difícil de encontrar pessoas que tenham calendários para oferecer, e por várias vezes sinto falta aqui no barbeiro de estar a olhar para um calendário.
Podemo-nos tornar experts com esta ferramenta, o Borda D'Água, e (re)descobrir o que é um reportório útil a toda a gente.
Não pretendo fazer publicidade ao Almanaque, mas existem várias versões que contêm dados astronómicos, religiosos e indicações úteis de interesse geral.
Hoje em dia, reconheço o valor de ter um calendário afixado e de perder algum tempo a consultar o dito Almanaque, que já conta 90 primaveras.
Sabiam que antigamente no Barbeiro, falava-se da poda de vinha, ou de árvores de fruto para plantar, ou as culturas consoante a altura do ano?
Era um homem respeitado, de sapiência inquestionável, era por vezes um médico de sabedoria popular e até em vários casos dentista.
O Barbeiro também sabe muitas coisas e é um confidente de coisas boas e menos boas
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